O que é
Pessach recorda a saída de Israel do Egito. Na décima praga, o sangue do cordeiro nos umbrais
fez a morte passar por cima das casas — daí o nome, de passar por cima. A
Torá e a Brit Chadashá mandam comer o cordeiro com matzá e ervas amargas naquela noite e, em seguida, guardar sete
dias de Chag HaMatzot, a festa dos pães sem fermento, sem que haja chametz (fermento) nas casas.
Como Israel guarda
Nas semanas anteriores as casas são limpas de todo chametz. Na noite de 14 de Nissan faz-se a
bedikat chametz, a busca do fermento à luz de vela, e na manhã seguinte o
que restou é queimado. Ao anoitecer começa o Seder, a ceia ordenada em quinze etapas, conduzida
pela Hagadá: os quatro copos de vinho, a matzá, o maror, o charoset, as Quatro Perguntas feitas
pela criança mais nova, o afikoman escondido e resgatado, o Halel cantado à mesa. O primeiro e o
sétimo dias são yom tov, dias santos de descanso, e durante toda a semana
não se come nem se possui fermento.
Como vivemos em Beit Netzarim
Guardamos a festa do mesmo modo: limpamos o chametz, celebramos o Seder com a Hagadá, os quatro
copos e as mesmas bênçãos, e mantemos os sete dias de matzot. À mesa, lemos a redenção do Egito
como ela é — o ato pelo qual o Eterno fez de Israel o seu povo — e nela reconhecemos também o
Mashiach: Yeshua, entregue no tempo de Pessach, é para nós o cordeiro cujo sangue nos cobre. A
matzá partida, escondida e trazida de volta e o copo da redenção falam ao nosso coração da sua
morte e do seu retorno.
Uma mesma ceia, uma mesma ordem, uma mesma memória de libertação —
cada família a vive com a profundidade que o Eterno lhe concede.